Le MST est arrivé à Paris – O MST chega à Paris

Prezadíssimos leitores, antes de qualquer comentário é preciso concordar: ser “Sem Terra” no pontal do Paranapanema, no interior do Paraná ou no Mato do Grosso do Sul, deve ser muito chato mesmo. Certos estão esses aí que foram ocupar uma praça em Paris, perto do Pompidou, onde podem tomar um vinho nacional, comer uma baguetinha com emmental e, o melhor, tudo pago com o meu e o seu dinheiro. Quer coisa melhor?

Sarcasmo à parte, na mesma semana em que o MST invadiu uma fazenda produtiva da Cutrale no Estado de São Paulo, onde destruíram mais de 7 mil pés de laranja (o vídeo pode ser visto aqui: http://www.youtube.com/watch?v=yxe0fopHJa0) um grande amigo meu retornou de Paris onde, saindo de um belo passeio no Pompidou, deu de cara com a seguinte cena:

MST

Foto: Paulo Berardo

Parte do depoimento dele foi: “E o pior de tudo é ter que ouvir, sempre que falava que era do Brasil ou do Rio de Janeiro, a seguinte expressão (e todas as suas variações): “Oh, Brasil (ou Rio)… Presidente Lula…..

Eu, realmente, não sei o que é pior:

–       Os sem terra escaparem pelas brechas jurídicas, simplesmente porque, oficialmente, não existe um MST. Essa figura jurídica não existe, então eles não são processados

–       Os sem terra receberem a quantidade de dinheiro que recebem do governo (160 milhões de reais de 2003 até 2009 segundo alguns Deputados Federais e Senadores, ou 115 milhões nos últimos 5 anos, segundo outros)

–       Os sem terra terem tantos cargos no INCRA

–       Os sem terra terem a impunidade para invadir, seqüestrar, destruir e matar (como já aconteceu em diversos casos) sem que muita coisa aconteça

Ou será que é os Sem Terra terem um “pied-à-terre” em Paris? Bom, ninguém é de ferro, né? E onde iriam montar uma barraca dessas?

–       Em Caracas? Não porque lá é muito violento e quem quer ir morar na Venezuela?

–       Na Bolívia? Se ninguém quer ir protestar em Caracas, imagina na Bolívia.

–       Por que não em Honduras, para defender o movimento contra-revolucionário? Hein? Onde???

–       Que tal em Havana, já que Cuba é o paraíso, não é?

Não, aparentemente o espírito revolucionário aponta para Paris. Boa escolha, sem dúvida! Agora há um movimento no congresso para a realização de uma CPI do MST e, como todos sabemos, as CPI são um modelo de efetividade e resolução dos problemas nacionais, não é mesmo?

Aliás, sugiro a leitura das páginas amarelas da Veja dessa semana. Para quem não leu, a entrevistada é a blogueira mais famosa de Cuba no momento, Yoani Sánchez. Ela diz algumas verdades que muita gente (grande parte da classe artística do Brasil e política também) prefere fingir que não existe. A íntegra está aqui: http://editoracontexto.com.br/decubacomcarinho/?p=147

Abre o olho Brasil… Olha a brincadeira na Colômbia e no Peru onde foi parar…

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Uma resposta to “Le MST est arrivé à Paris – O MST chega à Paris”

  1. Deborah Politis Says:

    Incrivel mesmo… Este pessoal não tem a mínima vergonha. O que os refugiados de Darfur e os famintos do resto da Africa devem fazer então? Aonde estes “sem terra” arrumaram o dinheiro da passagem e estadia em Paris? Mas isto é só o começo….

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